Apenas mais uma conversa motivacional

Ei, você aí! Isso mesmo, você mesmo que está lendo este texto. Vamos conversar? Eu sei que você está angustiado. Eu também estou. Acredito que você veio porque sabe que aqui vai encontrar motivos para crer que a felicidade maior de nossa nação nesta década está muitíssimo próxima (coisa de uma semana né? Será? Eu acredito!). Talvez você tenha lido minha coluna da semana passada e esteja buscando força para montar um belíssimo mosaico tricolor na alma. Pois bem, eu vou fazer isso. Vou tentar te ajudar a não perder a fé nesse momento tão importante. Eu creio que esse tempo deve ser primordialmente de união entre cada torcedor e fé que o universo conspirará a nosso favor e a consequência do destino é o amor pelo Fortaleza e o nosso acesso, não é mesmo?

Pois bem, vou jogar logo os fatos. Acho legal lhe lembrar um pouco da nossa trajetória até aqui. O que já fizemos nesse ano? Ah, você sabe né. Campeão Cearense, carrasco do “Flamengo do cheirinho de hepta” e do América MG, classificado em primeiro lugar do grupo A nessa desgraça que é a série C. Falando assim, parece que tudo foi fácil, tudo foi flores. Não nos lembramos direito do sufoco de cada uma dessas conquistas. Não nos os de cada minuto de jogo que o Flamengo nos pressionou, aqui e lá, e nosso time assim mesmo nos trouxe duas vitórias. Não nos lembramos que o América venceu o jogo em Minas e o Leão, aguerrido, goleou quando eles vieram aqui. Não nos lembramos que até o jogo diante do Remo tudo era angústia e medo.

Mas, amigo meu, o que o Fortaleza foi fazendo, enquanto a gente desconfiava? Foi jogando ao som do hino mais belo desse país. Enquanto você cantava “Fortaleza quantas vezes campeão” levamos o bi cearense. Quando falávamos que “Tua glória é lutar e vencer também” nós venciamos e até quando não vencemos, lutamos, como no jogo contra o Internacional. Gritamos que “tua turma é valente, é sensacional” e vimos um time na maior parte das vezes jogando bem, corajoso mesmo com suas limitações. Fomos combativos, aguerridos, vibrantes e fortes, e algo me diz que nossos jogadores não demonstrarão cansaço agora.

E aí sempre vai vir aquele “torcedor” do Fortaleza de alma tomada por “mosaico alvinegro” (se você não tá entendendo nada dessa história de mosaico, te convido a dar uma passadinha na coluna da semana passada) dizer que eu tô fechando os olhos pros problemas do time, que jogador tal é ruim de mais, que não devo acreditar tanto assim porque algo acontece e os jogadores se acovardam nessa fase, que o Juventude é um péssimo time a se pegar, que o árbitro é ruim, que o Marquinhos Santos nos deixou e bla bla bla. Criticar todo mundo sabe, mas isso não é o que gosto de fazer. Sou do tipo de torcedora que tem plena consciência de que esse é o momento de só se deixar levar e acreditar, até o apito final. Outra coisa não vai ajudar. Só acreditar.

Sobre todo ano ser a mesma história, a mesma queda? Deixa eu te falar. E quando a gente namora, ama alguém e o relacionamento termina? Deixamos de acreditar no amor? Ou seria mais justo e benéfico dar uma chance a alguém que tenta nos fazer feliz e esquecer toda a história anterior? Esse novo alguém é o Fortaleza desse ano, que não é o mesmo de 2015, nem 2014… As pessoas que o compõem são outras. É como se cada ano fossem amores diferentes, que nos desiludiram. Mas 2016 também merece uma chance. Vamos namorar 2016 ou já cansamos de acreditar no amor?

No mais, tomada da esperança que nesses dois jogos decisivos o Fortaleza novamente vá jogando conforme os versos de Jackson de Carvalho, gostaria de ambientar este último parágrafo no último verso do hino do time das místicas camisas. Cantemos “Receba o sincero abraço da torcida tão leal meu tricolor de aço” e façamos isso, abracemos, amemos nosso leão e esqueçamos todo o resto. Quem sabe 2016 seja mesmo o “amor de nossas vidas”?

 

Saudações Tricolores!

Ana Nathália Simões

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