Feminismo no futebol

Pedi para que a Leonina Paula falasse um pouco sobre como ela enxerga o machismo no futebol. A Paula faz parte do movimento feminista e além de ser Leonina e apaixonada pelo FEC ela também é estudante do curso de matemática.

“Olá torcida mais apaixonada do estado. Espero profundamente que você já não tenha torcido o nariz ao ver a palavra feminismo no titulo e me dê à honra da sua leitura até o final. Não estou aqui para falar da superioridade do gênero feminino, pois essa nem é minha bandeira de luta. Só queria que a gente refletisse junto algumas questões.
O fato incontestável é: as mulheres estão invadindo o estádio. Sinto-me até boba de falar isso em pleno 2015, mas a época em que se viam poucas mulheres em dias de jogos, para acompanhar o pai ou o namorado, passou…. A gente vai porque gosta, porque sente prazer e, em muitos casos, porque respiramos Fortaleza Esporte Clube. Por um único e exclusivo motivo: Paixão inexplicável.
Sentimento não é questão de gênero. Assim como meus colegas do sexo masculino, aqui e aculá me pego assistindo os pênaltis do tetra e sentindo a mesma sensação, como se fosse a primeira vez. Assumo que agora também tenho meu amigo Cassiano para me alegrar quando me sinto triste hahahaha. Não consigo explicar o vazio e a tristeza que me ocorreu no fatídico dia 11 de novembro de 2012, mas assim como vocês, não gosto de tocar nesse assunto…
E mesmo depois de um fim de temporada frustrante, no campeonato estadual seguinte, lá estou eu, assim como todas as outras torcedoras, assim como todos os torcedores. A gente fica indignada quando o time tem um milhão de finalizações e não consegue marcar um golzinho sequer. A gente fica com ódio de lateral que não acerta um cruzamento. E tem vontade de matar e morrer quando em uma decisão por pênaltis NINGUÉM acerta a porra do gol.
Enfim, somos mulheres, torcedoras, apaixonadas, como qualquer outro. Mas mesmo assim, na finada comunidade do Orkut (bons tempos hahahaha), nos grupos do whatsapp, na faculdade ou em qualquer outro espaço, quando começa o debate técnico sobre o jogo somos automaticamente excluídas, parece que nossa voz perde o som, a gente é ouvida, mas não é levada muito a sério sabe. Ou então somos presenteadas com a expressão de espanto “ nossa você entende de futebol!”. Porque claro que meu cérebro de mulher é inferior e é raro conseguir entender como funciona um jogo né.
Além do outro caso mais comum, e diga se de passagem, o pior. Quando o debate era sobre o jogo e se torna sobre você. Aí me chega um milhão de perguntas sobre minhas amigas, sobre como é o assédio no estádio, como eu tenho coragem de ir sozinha ao estádZZZzzzZZZZZZZz. Tenho vontade de dizer “Para cara, só quero comentar aqui do jogo em paz, me deixa.”
Então amigos, só vim aqui pedir que vocês fizessem apenas um esforcinho pra desconstruir essa imagem medieval que somos só um corpo de enfeite vendo a bola rolar. A gente tá la vendo o mesmo jogo que vocês, sentindo a mesma alegria e tristeza. Futebol não é o lugar de homem ou mulher, é lugar de APAIXONADOS. E nisso, não deixamos a desejar.

Saudações Tricolores.”

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Bola parada resolve

Prezados, hoje o Fortaleza enfrentou o Icasa na Arena Castelão. O jogo que marcou o encontro do líder do grupo A contra o lanterna terminou com o placar de 2×0. Resultado que poderia ter sido muito maior, não fosse as várias oportunidades de gols desperdiçadas pelo Leão.

O time do Icasa até tentou, mas sua fragilidade era tamanha, que não a toa ocupa a posição de ultimo colocado na tabela. Já o Fortaleza, que dominou todo o jogo, pecou nas finalizações. Sobretudo com Pio e Maranhão, sem o brilhantismo de outrora.

O time do Fortaleza chegou ao ataque na maioria das vezes em jogadas pelas laterais. Principalmente a esquerda, com Thallysson, que vem correspondendo muito bem. Pela direta, Auremir, muito bom na marcação, peca quando sobe ao ataque. Mas foi numa falta por aquele setor que o Leão abriu o placar. O capitão Corrêa bateu na cabeça de Daniel S0bralense, que soube escorar bem o zagueiro e cabecear pro fundo das redes marcando 1×0 no placar.

Veio o segundo tempo e a tônica foi mesma. A maioria das jogadas fluindo pela esquerda e as oportunidades sendo desperdiçadas.  O segundo gol, tal qual o primeiro, saiu de uma cobrança de falta de Corrêa pela direita, que encontrou Lima sozinho na área. 2xo Tricolor.

O jogo ainda teve a entrada de Everton no lugar de Pio, de Ricardo Jesus, que estreou,  no Lugar de Lúcio Maranhão e de Elias no lugar de Daniel Sobralense. Com isso, o time até passou a jogar mais pelo meio e criou mais algumas chances de gol. Mas o placar acabou mesmo em 2×0.

O Fortaleza ainda busca sua formação ideal. Enquanto cada torcedor tem sua onzena preferida, Chamusca segue com suas convicções. O Fato é que mesmo com certas dificuldades, o FEC segue líder absoluto desde o começo da competição.

É nítido que alguns ajustes precisam ser feitos até o tão aguardado mata-mata. Mas se tem uma lição que esse jogo nos ensinou, como muitas outras vezes vimos na temporada, é que bola parada resolve. E o Corrêa é o senhor absoluto dessas bolas.

#ValeuLeão

Fortaleza x Icasa – análise e pré-jogo

Em jogo de opostos, o Leão tem a chance de disparar na liderança. Na tarde deste sábado o Fortaleza recebe o desesperado e lanterna Icasa, na Arena Castelão, o jogo é válido pela décima rodada da série C do campeonato brasileiro.

Fortaleza
Melhor campanha dentre todos os times do campeonato, invicto jogando em casa, o tricolor terá novidades para enfrentar o Icasa. O atacante Ricardo Jesus, último reforço do clube, está pronto para fazer a sua estreia, mas entrando somente no segundo tempo, assim o atacante Lúcio Maranhão segue no time titular ao lado de Maranhão. Outra modificação é na lateral-direita, Tinga que após defender a seleção brasileira durante os jogos Pan-Americanos, no Canadá, voltou ao Fortaleza com cansaço muscular e foi poupado dos últimos treinos do time, com isso o jogador está vetado para a partida. O restante do time deve ser o mesmo que empatou com o Águia de Marabá na rodada passada.

Icasa
Já o time de Juazeiro do Norte vem para o jogo bastante modificado em relação ao último jogo, na segunda-feira (27) foram dispensados nove jogadores, desses quatro eram titulares, deixaram o clube o goleiro Rodolpho, os laterais Edson Pacujá e Lucas, os zagueiros Gabriel Santos e Marcelo Alves, o meia Rafael Mineiro e os atacantes Rael, Tiaguinho e Raí. Chegaram ao clube nessa quarta-feira quatro novos contratados, o técnico Maurílio Silva poderá contar com três deles na partida. O veterano Jadílson, ex-São Paulo e Cruzeiro, o volante Renatinho e o atacante Sandrinho, ambos do Campinense, tiveram seus nomes publicados no BID da CBF e serão titulares. O único que não vai poder jogar é Paulo Musse.

ÚLTIMOS JOGOS:

FORTALEZA
Águia-PA 2×2 FORTALEZA
FORTALEZA 3×0 Botafogo-PB
Confiança-SE 1×0 FORTALEZA
FORTALEZA 1×0 América/RN
Salgueiro 0x1 FORTALEZA

ICASA
ICASA
1×4 Cuiabá-MT
Asa-AL 3×1 ICASA
ICASA 2×0 Águia-PA
BOTAFOGO-PB 2×0 ICASA
ICASA 2×3 Confiança-SE

ÚLTIMOS CONFRONTOS:

Icasa 1×2 Fortaleza
Fortaleza 0x0 Icasa
Icasa 1×2 Fortaleza
Fortaleza 1×0 Icasa
Icasa 2×0 Fortaleza

FICHA TÉCNICA
Fortaleza x Icasa
Local – Arena Castelão – Fortaleza (CE)
Horário – 16:00
Árbitro –  Jose Cleuton de Souza Lima – CE
Assistentes – Samuel Oliveira Costa-CE e Nailton Junior de Sousa Oliveira-CE
Transmissão ao vivo em HD – http://www.etricolor.net/tv

FORTALEZA
Erivelton;
Auremir, Lima, Adalberto e Thallyson;
Corrêa, Vinícius Hess, Pio e Daniel Sobralense;
Maranhão e Lúcio Maranhão.
Técnico: Marcelo Chamusca.

ICASA
Léo;
Gaúcho, Maurício, Victor Sousa e Jadílson;
Guídio, Renatinho, Juninho Silva e Thiaguinho;
Sandrinho e Rodrigo Dantas.
Técnico: Maurílio Silva.

 

 

Fortaleza é punido pelo TJDF-CE

Na tarde desta quinta-feira (30), em julgamento no Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol no Ceará (TJDF-CE), o Fortaleza foi punido rigorosamente por conta dos incidentes ocorridos durante a partida da final do estadual esse ano. O Tricolor foi apenado com a perda de 19 jogos com portões fechados e R$ 95 mil de multa. Já o maior rival, mandante do segundo jogo da final, teve a punição reduzida. O Ceará foi punido com 14 mandos de campo e pena pecuniária de R$ 70 mil.

O início da punição poderá ser cumprida na Taça Fares Lopes deste ano, mesmo assim possivelmente o Leão terá que atuar sem a presença de seu torcedor em alguns jogos do Campeonato Cearense de 2016. Segundo o diretor jurídico, Daniel de Paula Pessoa, o clube deve recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

TUF e JGT livres para irem novamente uniformizadas aos estádios

Em audiência na 36ª vara cível no Fórum Clóvis Beviláqua, a juíza Edilce Feijão, proferiu liminar que revoga a decisão anterior de suspensão dos componentes da TUF (Torcida Uniformizada do Fortaleza) e da JGT (Jovem Garra Tricolor) de irem aos estádios uniformizados.

A juíza entendeu que o fato dos componentes estarem proibidos de irem com os trajes das torcidas, não tinha contribuição alguma com a pacificação ou mesmo com a fomentação de alguma violência nos estádios e, através de liminar, revogou a decisão anterior que proibia as torcidas de entrarem uniformizadas nos estádios cearenses.

Com a nova decisão, foi liberado que os torcedores entrem nos estádios novamente com as camisas das Organizadas, faixas e demais adereços personalizados. Porém a proibição dos instrumentos da bateria continua, assim como os mastros de bambu, com base no pedido da Polícia Militar que considera esses instrumentos “perigosos”.

Caberá também a Polícia Militar aferir quais outros materiais poderão ou não entrar nos estádios em dias de jogos. Foi salientado na audiência que camisas da TUF e JGT com alusão aos bairros não serão vistas “com bons olhos” pela PM, visto estes serem subdivisões que fogem da alçada das torcidas organizadas que foram representadas em juízo.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 24 de setembro, onde as torcidas tentarão mais uma vez a liberação por completo de todos seus materiais, sem restrições, bem como, estarão presentes representantes dos clubes e da Arena Castelão, para ser feita a proposta da setorização das torcidas nos estádios.

Os componentes das duas maiores organizadas do Fortaleza, estavam proibidos de irem ao estádio uniformizados desde 2013, portanto, dois anos fora dos estádios.

Setorização da TUF nos estádios: uma solução possível.

Olá galera!

Nessa volta do site eTricolor, gostaria de falar sobre um assunto que causa muita polêmica no seio de toda a família tricolor: torcida organizada. Sou sociólogo, mas também sou membro (sob o número 2015, desde o ano de 1998) do Grêmio Recreativo Esportivo e Social Leões da TUF, a nossa TUF. Gostaria de fazer aqui uma reflexão sobre torcida organizada na nossa capital de um modo geral. Falar também sobre soluções possíveis e exequíveis para melhorarmos a convivência entre “torcedores organizados” e “torcedores comuns”, pelo menos dentro das praças esportivas.

Há tempos os torcedores organizados são tratados de forma discriminatória pelas autoridades policiais. Virou comum ver nos noticiários em dias seguintes aos jogos, cenas da Polícia Militar, praticamente “tangendo” torcedores organizados como se fossem bichos, sob cacetadas, tapas, tiros de bala de borracha, bombas de efeito moral e até gás lacrimogêneo. E o pior disso tudo é que há uma clara naturalização na sociedade perante esse tratamento (muito por influência da mídia sensacionalista, que generaliza e chama diariamente de “bandidos”, todos os membros indiscriminadamente), como se o torcedor organizado fosse mesmo um criminoso ou um cidadão de segunda classe.

O artigo 5º da nossa Constituição – em seus diversos parágrafos e artigos – nos garante, enquanto cidadãos, igualdade de tratamento perante a todos. Mas esse artigo é claramente desrespeitado em dias de jogos nesta capital. Tiram o direito ao transporte público, fazem os componentes irem a pé, sob tortura física e psicológica. Durante todo o trajeto é claro o abuso de autoridade policial, bem como, são ceifados direitos mais básicos, que enquanto cidadãos brasileiros, o torcedor organizado também merece.

Somos todos sabedores que esse tratamento medieval que é dispensado pela Polícia Militar, não é “do nada” (mas mesmo assim não deixa de ser inconstitucional e remonta tempos sombrios e sem democracia). Alguns componentes infiltrados da nossa torcida organizada (e aqui me refiro somente aos Leões da TUF), realmente promovem cenas lamentáveis de baderna, vandalismo e até furtos. Porém, devemos deixar claro que essas pessoas que cometem esses delitos é quem devem ser punidas, elas e somente elas e não todo um grupo. Se um bairro X ou Y se desloca com 100 (cem pessoas) para o estádio, e desses, tem 10 (dez) que estão cometendo crimes, que esses sejam identificados e punidos. Os outros 90 (noventa), não possuem qualquer parcela de culpa e não merecem ser tratados como se fossem bichos.

Não podemos esquecer também, que as torcidas organizadas são Instituições brasileiras e portanto formada por cidadãos brasileiros e que as mazelas que todo nosso povo sofre também atinge os torcedores organizados, óbvio, pois os mesmos não estão apartados da sociedade.

Desta forma, queremos deixar claro que punir as torcidas não irá fazer com que esses jovens que fazem pequenos delitos em dias de jogos tenham acesso à educação pública básica de qualidade, saúde pública de qualidade e também não irá fazer com que chegue saneamento nas portas de suas casas. Se esses jovens não se sentem parte da sociedade e demonstram sua rebeldia quando estão em grupos, descontando nessa mesma sociedade a revolta pela injustiça social que sofrem, esta culpa NÃO é das torcidas organizadas. Querer punir as entidades (torcidas organizadas) pela violência de uma parcela específica da população que é tratada com desprezo pelo estado desde o nascimento até a morte (geralmente bem jovem)  é uma clara terceirização das responsabilidades, um populismo barato para o grande público, falta total de compreensão sociológica da realidade social brasileira e o que é pior é apenas varrer o verdadeiro problema para debaixo do tapete e culpabilizar entidades que também estão à mercê do descaso público no país.

O GRES Leões da TUF, na face de sua atual diretoria, a qual conheço e confio, deseja atuar de uma forma que apenas os verdadeiros torcedores organizados cerrem nas fileiras de quem usa a camisa branca com as duas listras.

O que seriam os verdadeiros torcedores organizados? São aqueles que fazem questão de estar no dia a dia fazendo da entidade maior no sentido amplo da palavra, ajudam a manter sede organizada e em absoluta concórdia, aqueles que deixam seus afazeres pessoais para pintar faixas e bandeiras de apoio ao nosso clube, que compartilham da ideologia de amar o Fortaleza Esporte Clube e segui-lo por onde quer que ele esteja, que vá ao estádio com o único intuito de apoiar e incentivar nosso time em campo os 90 minutos de jogo e, para além disso, cobrar também nossa diretoria do clube, para que sempre estejamos bem representados regionalmente e nacionalmente. Enfim, ser torcedor organizado é isso. Os que não entendem isso e usam as camisas com as duas listras para outros fins, não são pessoas bem vindas no seio da TUF.

Assim sendo, os Leões da TUF certamente representado pelos seus diretores atuais e com a concordância de seus membros verdadeiros, dão o total apoio às autoridades para identificar e punir dentro do que diz a Lei, esses indivíduos minoritários – e somente eles – que trafegam ocasionalmente na torcida nos dias de jogos, que promovem baderna e denigrem ainda mais a imagem da entidade.

Dito isto e tentando achar uma fórmula para solucionar o problema do vandalismo dentro dos estádios (sim, pois fora dele acredito que o problema seja social e portanto de total responsabilidade da segurança pública), seria importante que apenas os verdadeiros torcedores organizados, filiados ao GRES Leões da TUF e reconhecidos coletivamente, possam estar no local que já tradicionalmente a TUF ocupa tanto na Arena Castelão, como no estádio Presidente Vargas.

Como fazer isso? Diretores e lideranças da TUF em geral, compreendem de que para empreender melhor fiscalização e organização com os seus componentes, seria que fizessem uma setorização do local tradicional no estádio.

Vamos pontuar e deixar bem claro o porquê dessa setorização da TUF ser importante para uma melhor segurança de todos que fazem e zelam pela paz e cidadania nas praças esportivas públicas do nosso estado:

Porque destinar e setorizar um espaço para o GRES Leões da TUF?

  • Com um setor específico para todos os torcedores organizados (a TUF é a principal e mais numerosa torcida organizada do estado, falamos aqui de cerca de sete à dez mil pessoas se reunindo em nome dessa entidade em um dia de jogo com o Castelão lotado), a Polícia Militar, bem como todos os órgãos de controle, teriam apenas um local específico para se ocupar com os componentes ou seja, apenas um setor, para “vigiar” e, se necessário, punir.
  • O Fortaleza Esporte Clube, a Federação Cearense de Futebol a Arena Castelão e o estádio Presidente Vargas saberiam exatamente a quem cobrar em caso de danos específicos no local em que nossa Torcida Organizada ocupou durante o jogo, visto que as câmeras poderiam identificar melhor as pessoas que ocupassem apenas esse setor, sem ter que “vagar” na imensidão do estádio todo.
  • Diretores e responsáveis pelo GRES Leões da TUF, saberiam exatamente onde os componentes estariam e não admitiriam que os mesmos ocupassem outro setor, que não fosse o pré-determinado. Ou seja: casos ocorridos em outros setores não seriam mais atribuídos à entidade de forma gratuita e sem provas, como ocorre hoje.
  • A festa e a vibração da TUF setorizada e demarcada enquanto “local de torcer à vontade” poderia ser um ímpeto maior de incentivo ao nosso Fortaleza, promovendo um maior espetáculo para todos e incentivo à cultura do futebol, marca do povo brasileiro. Chega de proibir as festas.

 

Como seria esse setor específico que a TUF ocuparia?

 

  • O ideal seria que esse espaço (onde tradicionalmente a TUF fica localizada que é sempre atrás do gol localizado à direita das cabines de rádio) fosse isolado por grades, em todos os setores (ou portões) onde a TUF ocupa. Experiências assim foram feitas no estado de São Paulo (estádio do Morumbi, especificamente), do Rio Grande do Sul (Arena do Grêmio) e em países como a Alemanha, Argentina e Itália. O resultado é que aquele setor fica reservado realmente para quem vai no intuito incentivar o time do início ao fim. Estes, ficam em uma área diferente de quem vai apenas para assistir ao jogo sentado e compenetrado. Devemos ter a sensibilidade que são diversos os públicos que frequentam os estádios. Respeitar quem quer assistir sentado e ouvindo o jogo no rádio, mas também dar direito para quem quer torcer em pé, pulando, cantando e incentivando o jogo todo. Que as bandeiras parem de “atrapalhar” quem quer “apenas” assistir ao jogo. Separar esses públicos é fundamental para a satisfação total de todos que vão ao estádio.
  • Seria preponderante também que nesse setor específico, fossem retiradas todas as cadeiras, pois a torcida organizada tem em suas manifestações de arquibancada e forma de torcer, o ímpeto de se movimentar e pular o tempo inteiro. As cadeiras além de atrapalhar essa forma de incentivar o time em campo, ainda estariam expostas e poderiam ser facilmente quebradas ou, pior, causar ferimentos aos torcedores em movimentos de ir de um lado para o outro em ritmo de música, por exemplo.

 

Como a TUF entraria nesse setor?

 

  • Os ingressos para esse setor específico seriam vendidos somente para os componentes da TUF e teriam numerações e marcações diferenciadas. Caberia ao GRES Leões da TUF ter o controle total das vendas, prestação de contas com o Clube e que só adquirisse esse ingresso o integrante cadastrado, associado e em dia com a entidade. Assim a diretoria do GRES Leões da TUF saberia exatamente quem comprou os ingressos destinados ao seu setor e poderia informar às autoridades exatamente quem é quem no caso de algum tumulto e facilmente identificar o infrator. Assim, a punição recairia sobre o cidadão exato que cometeu o ato infracional e ninguém mais.
  • As catracas e entradas também seriam diferenciadas dos outros setores do estádio e o acesso, bem como o espaço (onde fica o corredor com banheiros e lanchonetes) que levam às escadarias de acesso à arquibancada, seriam isoladas do resto do estádio, também por grades. Desta forma, também o local abaixo das arquibancadas seria mais fácil de se fazer a segurança e ter a certeza que todos ali estão identificados desde a venda dos ingressos. Nos outros estados que existe a setorização das torcidas organizadas, esse isolamento na parte inferior das arquibancadas também ocorre.

 

Acredito que a setorização do espaço destinado à TUF seja algo que, inclusive, seja de interesse do Fortaleza Esporte Clube, pois o mesmo sempre tem que arcar com os possíveis prejuízos dentro do estádio.

Vejo como uma solução simples e totalmente exequível. O estádio que deve se adaptar ao público e não o público ao estádio, pois esse público que frequenta o estádio, agora moderno, já o frequentava antes e o “padrão FIFA” não chegou para a imensa maioria da população do nosso estado nos diversos serviços públicos que o cidadão passa até chegar no estádio.

 

Saudações Tricolores e até a próxima.

De olho no segundo turno

O Fortaleza voltou a trabalhar na tarde desta quarta-feira (29), no Pici.

O técnico Marcelo Chamusca e seu auxiliar Caé Cunha orientaram um treino técnico no primeiro momento. Em seguida, Chamusca formatou um time e comandou um treino tático no gramado do estádio Alcides Santos.

Medalhista nos jogos Pan-amaricanos de Toronto, Tinga foi reintegrado ao elenco e já jogou no time titular. Auremir, com um edema no pé direito, treinou normalmente e também esteve entre os titulares. A formação do trabalho tático foi a seguinte: Erivelton; Tinga, Lima, Adalberto e Thallyson; Corrêa, Pio, Auremir e Daniel Sobralense; Lúcio Maranhão e Maranhão.

No decorrer do treino, Tinga sentiu o cansaço da viagem e deu lugar a Vinícius Hess. Auremir foi, então, improvisado na direita e Hess compôs o meio campo. Lúcio deu seu lugar a Ricardo Jesus e Pio cedeu seu lugar a Éverton.

Amanhã o tricolor treina a tarde na Arena Castelão palco do jogo contra o Icasa no Sábado às 16 horas. No primeiro turno foram: 6 vitórias, 2 Empates e 1 derrota, conquistando 20 pontos e a 1° posição na classificação.

O Pardal e a Águia

pardal e aguia

O Fortaleza jogou na tarde deste sábado contra o Águia, na cidade de Marabá-PA, o ultimo jogo do primeiro turno da fase classificatória pelo Grupo A da Série C. O jogo terminou com um empate de 2×2.

Resultado esse que poderia ser considerado bom, por ser um jogo fora de casa e o time estar na ponta da tabela, não fosse a forma como ocorreu. O FEC, escalado como no jogo anterior, no qual ganhou com facilidade, dominou todo primeiro tempo e logo abriu 2×0. Gols de Lúcio Maranhão, que tirava um peso das costas, e Thallysson numa tabelinha que envolveu a frágil defesa do Águia.

Depois disso ainda houve chances para ampliar, mas o primeiro tempo fechou mesmo em 2×0 para o Leão.

No segundo tempo começaram as mudanças, não só das peças, mas também da postura do time. Auremir sentiu um pisão e pediu pra sair. Foi aí que o professor cometeu, na minha visão, um grande equivoco. Pôs Dudu no meio e deslocou Corrêa para a lateral direita. Com isso, além de improvisar na lateral onde Corrêa não é especialista, ainda perdeu o equilíbrio e vigor que ele impõe no meio campo. Mais tarde pôs Everton em campo. Nada mais natural, pois Everton é o titular da posição e precisa recuperar o ritmo de jogo. O problema é que ao contrário do ultimo jogo onde ele tirou Pio e deslocou Maranhão para a direita, ele tirou Maranhão que vinha bem e deixou Pio que não estava num dos melhores dias. O Time caiu ainda mais de produção e já não levava mais perigo contra a meta do Águia. Foi então que o professor se superou. Tirou o único homem fixo de ataque, que prendia a defesa do Águia la atrás e pôs Thiago Azulão, jogador que é meia e ainda não fez um bom jogo sequer desde que chegou ao Fortaleza. Foi a deixa que a rasga mortalha de Marabá precisava para ir pra cima. E não deu outra. Fez 2 gols e decretou o empate com sabor pra lá de amargo para o tricolor do Pici.

Marcelo Chamusca é um bom treinador, frize-se. Tem feito um bom trabalho desde o seu retorno no começo do ano. Tanto que ganhou o cearense fez um excelente inicio de série C. Mas por vezes insiste em alguns jogadores que não correspondem, vide Radar, Azulão, entre outros que pelo Pici passaram, e faz algumas substituições que descaracteriza o time. Hoje foi um dia em que fez jus ser chamado de “professor pardal”.

Não se trata de condenar o bom treinador por um dia em que não acertou. É de certo que o FEC vai se classificar para o tão temido e traumático mata-mata. E é projetando o desempenho do time nessa fase que o torcedor teme que erros como esses se repitam e ponham por água abaixo, mais uma vez, o tão sonhado acesso.

Que fique a experiência. Que os erros sejam assimilados e cometidos enquanto ainda pode-se cometê-los. No mais, o FEC continua líder e segue firme na disputa pela classificação e acesso.

Sigamos na luta, que ela é árdua a próxima batalha já se aproxima.

#FortalezaSempre

O Fortaleza na visão das mulheres

01

Ola maior, mais linda e mais apaixonada do Estado. Eu sou Vanessa Alencar e fui convidada a fazer parte do site eTricolor. Bem, então vamos as devidas apresentações. Sou formada em moda e em geografia, atualmente leciono aulas na rede publica municipal. Comecei a andar em estádio em 2003, não me julgue por fazer parte da geração modista de serie A, pois aos 14 não se pode ser muito independente, desde então respiro Fortaleza Esporte Clube.

Em 2009 comecei a ajudar no projeto Stellas (cheerleaders) e estou nesse projeto desde então. Os bastidores do futebol me ensinou muita coisa. Uma das maiores lições que aprendi e que carrego a bandeira ate hoje é a do feminismo. Feminismo no futebol é algo bem distante da realidade de muita gente.

Mas aqui falarei bastante sobre essa luta. Aqui será o espaço das mulheres no futebol, espaço de depoimentos, de desabafo, dos bastidores das Leoninas, dos detalhes que só mulheres prestam atenção em jogo. Será o Fortaleza visto por mulheres. Mulheres! Tratem as mulheres tricolores com carinho pois nem só de homens se lota estádio, viu? Bjos V.A.B

De Encher Os Olhos

Prezados tricolores, quem foi sábado ao Castelão assistir a Fortaleza x Botafogo-PB saiu de lá com sorriso no rosto e a certeza de que esse Fortaleza pode nos dar muitas alegrias. Não falo isso apenas pelo gol antológico marcado por Maranhão – Mais um pra conta do MITO – Mas também pela ótima apresentação coletiva do time comandado por Marcelo Chamusca.

O time teve mudanças e relação ao que vinha jogando. Além de Pio que voltava de suspensão, Dudu deu lugar a Vinicius Hess, o que deu um equilíbrio defensivo maior ao time. Com isso o Botafogo pouco ameaçou o gol tricolor. Outra mudança foi Thalysson no lugar de Radar. E como esperado o time teve muito mais força ofensiva pelo setor esquerdo, sendo mais agudo e veloz.

O primeiro tempo fechou em 2×0 para o Leão, sendo Maranhão decisivo em ambos os gols. No primeiro, fez jogada pela esquerda e tentou Lúcio Maranhão na pequena área. O defensor tentou cortar e mandou contra as próprias redes. Vibrava pela primeira vez a nação tricolor. Já o segundo foi qualquer coisa de espetacular. Após bela tabela entre Lúcio Maranhão e Daniel Sobralense, a bola chegou aos pés do exterminador de tabus, que dominou e se viu de costas para a meta. Segundo o manual dos craques, a conclusão só poderia ser de uma maneira: calcanhar e rede. Estava anotado o segundo tento e a torcida era só vibração na arena.

A nota ruim ficou por conta da contusão do goleiro R Berna, que fraturou o nariz e deve ficar fora dos próximos jogos. Erivelton, que entrou e foi seguro quando exigido, vai ter mais algumas chances na meta tricolor.

No segundo tempo, com placar bem favorável e com o adversário sem incomodar muito, o Fortaleza tocou bastante a bola, procurando com calma as melhores oportunidades. Chamusca sacou Pio, com participação discreta, pôs Everton, que havia feito a ultima partida na final do cearense, pra jogar com Thallysson pela esquerda. Com isso Maranhão passou a jogar pela direita. E foi exatamente numa jogada com Thallysson que a estrela de Everton voltou a brilhar. Vevé recebeu passe do lateral esquerdo e de dentro da área soltou um balaço cruzado de esquerda. O goleirão foi com a mão mole, azar o dele, e estava lá os 3×0 no placar.

Daí até o final o time deu um show de toque de bola. De maneira envolvente e sem desmerecer o adversário, o Fortaleza arrancou gritos de “olé” e aplausos da torcida, de maneira que a há muito não se via.

Tomando por base que Chamusca ainda busca a formação ideal, visto que ainda jogamos com desfalques, improvisações e temos reforços pra estrear, a torcida fica bastante esperançosa quanto a sequência da competição.

Resumindo a tarde de sábado na arena em uma frase, eu diria: foi de encher os olhos.

#FortalezaEstamosContigo