No futebol como na vida: as lições que o Fortaleza nos deu

Você já tentou algo e falhou 2, 3, 4, 5 ou mais vezes? E o que fez? Desistiu? O futebol está presente na vida e nos dias de quase todos os brasileiros, e, com ele, aparecem as lições da vida, como as superações, as surpresas, os tabus, as viradas, a motivação, o trabalho em grupo.
Há alguns anos, o Fortaleza caía para a Série C, a terceira divisão do futebol brasileiro. Parecia o fim. Tentou um recomeço, um retorno por longos e longos anos, batendo na trave, chegando no “quase” por várias vezes. Tentou em 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016. Algumas vezes tão perto, e em outra quase caindo para uma divisão pior.
E, diante das quedas, o que o Fortaleza fez? Tentou mais uma vez! E mais uma, e mais uma, e mais uma…até que conseguiu! Depois de 8 longos anos, o tricolor retornava à série B! Mais do que isso: chegou à final! E mais do que isso: o clube encerrou o primeiro turno da série B na liderança, em primeiro lugar! Poderia ser tudo um sonho, mas é a realidade, somos os líderes da Série B, e estamos nos encaminhando rumo à série A e rumo ao título! Seria a melhor forma de lavar a alma de cada torcedor do Fortaleza!
E qual a lição de tudo isso? No futebol, como na vida, não devemos desistir nunca, nem mesmo à primeira dificuldade, nem à primeira queda. Nem mesmo na quarta, quinta, sexta, sétima. Se o time do seu coração não desistiu e você acreditou, por que desistir? Faça como o Fortaleza, seja uma Fortaleza, seja Fortaleza: nas quedas, erga-se novamente, cresça novamente e viva a glória! A glória e a tradição!

É hora do desespero? Uma análise do atual momento do Fortaleza

12 rodadas já se passaram. O Fortaleza continua como líder absoluto, com a melhor campanha e com uma boa distância do segundo lugar e do primeiro time fora do G4. Mas, no momento, a equipe tricolor passa por uma certa turbulência: duas derrotas nos últimos três jogos, inclusive, em casa, para um time que está na parte de baixo da tabela, contusões e jogadores importantes sendo contratados. Em resumo, o trio ofensivo que, no começo do campeonato, destruiu adversários se desfez. Osvaldo e Edinho foram para outro clube e o artilheiro do Brasil, Gustavo, teve uma lesão que o tirará de aproximadamente 2 meses, cerca de 10 rodadas, 30 pontos do campeonato disputados. Diante desse panorama, a pergunta é: temos banco, elenco e jogadores suficientes para substituir essa demanda ausente? Ou melhor, temos jogadores à altura para substituir essas ausências? Já é hora do desespero e de uma pressão maior?

Primeiramente, é necessário manter a calma. Momentos ruins, oscilações, saídas de jogadores, contusões e suspensões já eram esperadas no campeonato, principalmente com o Fortaleza, no momento, lutando por um acesso – quem sabe um título. Porém, ainda não é hora para o desespero. Temos uma cerca “gordura” que nos permite manter uma certa calma. Mas, claro, o que não se pode fazer é se apegar a essa margem de distância dos adversários e ficar inerte às dificuldades. O Fortaleza até possui jogadores de qualidade, mas ainda precisa do “algo a mais” que só clubes com ambição e vontade de subir têm. Precisamos ter também, pois, caso contrário, o acesso à série A e o título da série B, esse ano, não passarão de um sonho.

Nesse momento, à diretoria, cabe buscar, no mercado, jogadores DE QUALIDADE para suprir as ausências e qualificar o elenco. Ao todo, em caso de acesso, o Fortaleza teria um retorno de 40 milhões de reais em cota de televisão. Fora o crescimento no número de sócios e da marca Fortaleza. Vale a pena arriscar, ousar, contratar jogadores de qualidade e buscar esse acesso? Sim, não apenas o acesso, como o título. O Fortaleza possui mais de 20 mil sócios, média de público top 10 no Brasil, estamos na liderança da Série B. É hora da diretoria se unir e buscar jogadores qualificados para repor a perda do Edinho – que representa metade ou até mais das nossas jogadas ofensivas e gols – e do Gustavo – artilheiro do clube, do país e do campeonato. É hora de pensar grande, ousar e contratar. E rápido. Afinal, em 3, 5, 8 rodadas tudo pode acontecer.

 

 

Raça, equilíbrio e criatividade: o meio campo do Fortaleza.

Como já dizia a música do Skank: “o meio campo é o lugar dos craques, que vai levando o time todo pro ataque.” E, no Fortaleza, não é diferente. O meio campo liga a defesa ao ataque, e, para o time funcionar, é essencial um meio campo equilibrado, de qualidade e criatividade para o resultado no ataque e a proteção na defesa. E, no Fortaleza, como já disse, não é diferente.

Derley. A raça, a alma, a dedicação e o sangue no olho em campo. Derley corre o campo todo, marca, o legítimo volante “cão de guarda.” Valeu a pena ter esperado meses para vê-lo em campo, e cada desarme é comemorado como um gol, e cada desarme pode, inclusive, gerar um gol. Em números, Derley é o jogador que mais desarma na Série B de 2018. E, ao contrário dos “volantes cães de guarda” , Derley é um dos jogadores mais disciplinares do Fortaleza: levou apenas 1 cartão amarelo em todo o campeonato, o que é esperado e compreensível pela sua função em campo.

Jean Patrick. O jogador que representa o equilíbrio do meio campo tricolor. Jean Patrick marca bem, tem bom passe, chuta bem, chega bem ao ataque, ajuda taticamente e tecnicamente o Fortaleza em campo. Jean Patrick é o jogador essencial que todo bom time precisa, o homem que traz o equilíbrio ao meio campo. Além disso, o volante ainda chega bem ao ataque, tendo, inclusive, participação em gols importantes. Para se ter uma noção, dos dois últimos jogos, o passe para o segundo gol do Edinho e o chute que originou o rebote para o gol do Gustavo, contra o Figueirense, foram dele; e o cruzamento para o gol do Gustavo, contra o Criciúma, também foi do Jean Patrick. É a espinha dorsal do meio campo tricolor.

Dodô. O homem da criatividade, um legítimo camisa 10. Dodô tem a capacidade de, num movimento de corpo e dois a três toques na bola, armar uma jogada, quebrar uma linha de marcação ou deixar companheiros na “cara do gol.” Dodô é o camisa 10 que se encaixou no meio campo do Fortaleza, o homem da criação, do último passe. De qualidade.

Assim, não é à toa que o Fortaleza é o líder da Série B, tem o melhor ataque, a melhor defesa, o melhor aproveitamento em casa e fora, o melhor aproveitamento do campeonato, o artilheiro e faz o melhor início de um clube nordestino da história do novo formato da série B em pontos corridos. Para isso, o meio campo vem sendo essencial para o sucesso dos 11 jogadores. E o meio campo do Fortaleza possui todas as características necessárias para o time inteiro funcionar bem: raça, equilíbrio e criatividade.