Raça, equilíbrio e criatividade: o meio campo do Fortaleza.

Como já dizia a música do Skank: “o meio campo é o lugar dos craques, que vai levando o time todo pro ataque.” E, no Fortaleza, não é diferente. O meio campo liga a defesa ao ataque, e, para o time funcionar, é essencial um meio campo equilibrado, de qualidade e criatividade para o resultado no ataque e a proteção na defesa. E, no Fortaleza, como já disse, não é diferente.

Derley. A raça, a alma, a dedicação e o sangue no olho em campo. Derley corre o campo todo, marca, o legítimo volante “cão de guarda.” Valeu a pena ter esperado meses para vê-lo em campo, e cada desarme é comemorado como um gol, e cada desarme pode, inclusive, gerar um gol. Em números, Derley é o jogador que mais desarma na Série B de 2018. E, ao contrário dos “volantes cães de guarda” , Derley é um dos jogadores mais disciplinares do Fortaleza: levou apenas 1 cartão amarelo em todo o campeonato, o que é esperado e compreensível pela sua função em campo.

Jean Patrick. O jogador que representa o equilíbrio do meio campo tricolor. Jean Patrick marca bem, tem bom passe, chuta bem, chega bem ao ataque, ajuda taticamente e tecnicamente o Fortaleza em campo. Jean Patrick é o jogador essencial que todo bom time precisa, o homem que traz o equilíbrio ao meio campo. Além disso, o volante ainda chega bem ao ataque, tendo, inclusive, participação em gols importantes. Para se ter uma noção, dos dois últimos jogos, o passe para o segundo gol do Edinho e o chute que originou o rebote para o gol do Gustavo, contra o Figueirense, foram dele; e o cruzamento para o gol do Gustavo, contra o Criciúma, também foi do Jean Patrick. É a espinha dorsal do meio campo tricolor.

Dodô. O homem da criatividade, um legítimo camisa 10. Dodô tem a capacidade de, num movimento de corpo e dois a três toques na bola, armar uma jogada, quebrar uma linha de marcação ou deixar companheiros na “cara do gol.” Dodô é o camisa 10 que se encaixou no meio campo do Fortaleza, o homem da criação, do último passe. De qualidade.

Assim, não é à toa que o Fortaleza é o líder da Série B, tem o melhor ataque, a melhor defesa, o melhor aproveitamento em casa e fora, o melhor aproveitamento do campeonato, o artilheiro e faz o melhor início de um clube nordestino da história do novo formato da série B em pontos corridos. Para isso, o meio campo vem sendo essencial para o sucesso dos 11 jogadores. E o meio campo do Fortaleza possui todas as características necessárias para o time inteiro funcionar bem: raça, equilíbrio e criatividade.

CONSIDERAÇÕES GERAIS – Fortaleza 2×0 Criciúma

01) Fortaleza não repetiu suas atuações anteriores, mas venceu o Criciúma, 2×0, e manteve a liderança do brasileiro da Série B. Aos poucos o time vai se readaptando às ausências de jogadores contundidos ou desvinculados do grupo. A saída de Osvaldo foi a mais sentida, Derley foi bem substituído, sistema defensivo portou-se bem, problema foi a saída de bola e intensidade ofensiva.

02) Jean Patrick tem feito a diferença, em várias partidas tem se destacado. Ontem, de acordo com a crítica especializada, só ficou atrás de Edinho, válvula de escape do time em situações de contra-ataque. Jean Patrick tem função tripla: marca com eficiência, projeta-se no ataque (fez lançamento primoroso para gol que Gustavo desperdiçou), e ajuda na saída de jogo.

03) Marlon fez 2 jogos como titular e já acumula dois cartões amarelos. Está se adaptando à filosofia de jogo em que tem que ajudar na marcação, mas mostrou qualidade, embora tenha errado alguns passes. Dodô não estava inspirado como em outras jornadas. Nossos meias são bons, mas precisam estar focados em todas as partidas.

FORTALEZA, CE, BRASIL, 26-03-2017: Marcelo Boeck, goleiro do Fortaleza faz aquecimento. Jogo Fortaleza x Tiradentes, válido pelo Campeonato Cearense 2017 no estádio Arena Castelão. (Foto: Fábio Lima/O POVO)

04) Boeck tem mantido uma média de uma grande defesa por jogo, ontem não foi diferente: cabeçada à queima-roupa de Zé do gol, defesa milagrosa. Titularidade e tarja de capitão merecidas, o arqueiro vive uma grande fase. Preocupação: ontem sentiu desconforto muscular, impedindo-o de cobrar tiros-de-meta.

05) Tinga está precisando de uma sombra, lateral não produz mais com a mesma eficiência há alguns jogos. Desmotivação? talvez, mas é preciso o atleta entrar em ritmo de competição pegada. Bruno Melo já está com 2 amarelos, precisa se cuidar contra o Sampaio Corrêa, pois o jogo seguinte será contra o Vila Nova, em Goiânia, Ceni precisará de todos à sua disposição para armar esquema contra o Tigre goiano.

06) Relação de amarelos no Fortaleza, até agora, na Série B:

Bruno Melo 2
Marlon 2
Osvaldo 2
Derley 1
Diego Jussani 1
Fabinho 1
Jean Patrick 1
Ligger 1
Marcelo Boeck 1
Matheus Inácio 1
Tinga 1

CONSIDERAÇÕES GERAIS – Fortaleza 3×1 CRB: um jogo para lavar a alma.


01) Festa da torcida, jogadores se entregando em campo, um jogo memorável em que o Fortaleza poderia até ter aplicado uma goleada histórica, 3×1 ficou barato para o CRB, que pousou de sparring para o Leão. Boeck, voltando de contusão, praticamente não trabalhou na partida.

Diego Jussani é a nona contratação do clube.

02) Diego Jussani esteve quase perfeito em campo, jogou com raça e com senso de marcação quase impecável. Uma ou outra falha de marcação, normal em qualquer partida, mas foi o zagueiro que dele se esperava. Jean Patrick entrou no time para reforçar o cinturão de marcação, bem postado no jogo de ontem, mas arriscou-se também ao ataque, inclusive marcando um golaço. Pelas laterais, Tinga se contundiu, tricolor perdeu sua força de ataque, mas foi suprida pelas subidas de Bruno Melo e Patrick. Time aos poucos vai se acertando.

03) Rogério Ceni ontem não inventou, duas substituições por contusão, sem improvisações, uma por cansaço. Manteve o mesmo estilo de jogo. Critiquei muito Ceni pelo rodízio no estadual, que impedia o time de adquirir padrão, agora elogio, por ter um time titular progredindo. Claro que substituições devem ocorrer, serão 38 jogos na Série B, mas com calma e em poucas peças por partida. Importante ter uma filosofia de jogo.

04) Antes do jogo, muita consternação e revolta com a violência no estado. Betinho foi banalmente assassinado pela falta de uma postura do sistema judiciário e executivo do estado, que vê o crescimento da violência e não tenta combatê-la, mas justificar o injustificável. Estamos à mercê da própria sorte, mas é preciso que a sociedade não se deixe atrofiar por conta da falta de políticas públicas que garantam a segurança pessoal e coletiva da população. Pêsames à famila de Betinho Studart.

CONSIDERAÇÕES GERAIS: Clássico-Rei – 04/03/2018

01) Uma festa linda, com mosaico da TUF, torcida se agigantando, bom jogo de futebol. pena que o Fortaleza cedeu empate no finalzinho da partida. Essa foto, tirada por mim, mostra que a torcida fez a sua parte, lotou seus setores, tanto que teve que abrir setor extra para a torcida leonina, na parte de baixo, atrás do gol. Parabéns à torcida, que fez a festa!

02) Empate nada bom, sofrer gol aos 46 minutos do segundo tempo, com acréscimos anunciado de 3 minutos, provocou gosto de derrota para a torcida leonina. Uma colega, torcedor do rival, disse que o seu time estava vingado daquele gol do Cassiano. Perguntei-lhe se o gol valeu um papapenta, se o adversário havia feito um gol 2 minutos antes e comemorava título, se teve um “que foda, meu irmão” para zoar. Nem se compara, o Cassiano continua sendo o jogador “minuto 47”.

03) Boeck, para variar, um dos melhores em campo, pelo menos 3 defesas monumentais. Só uma crítica construtiva: tem que aprender a “gastar” o tempo, no clássico de ontem faltou que assim o fizesse. Por exemplo: enquanto o jogo estava empatado, o goleiro do Ceará fez cera em dois momentos, quando atacado, esparramava-se no chão e pedia cuidados, mesmo nada sentindo. Boeck é boa gente, agiu com Fair Play, mas Fair Play não gera 3 pontos.

Gustavo, atacante do Fortaleza, marcou 4 gols pela estreia do Cearense (Foto: Divulgação)
Gustavo, atacante do Fortaleza, marcou 4 gols pela estreia do Cearense (Foto: Divulgação)

04) Gustagol marcou contra o Ceará e agora TODOS os times do hexagonal conhecem sua marca de artilheiro. Dos clubes que disputam o estadual 2017, apenas o Horizonte não sentiu sua marca, porque contra o time da região metropolitana o Gustagol não atuou. Ainda assim, ontem teve duas oportunidades cara a cara com o goleiro adversário, as duas defendidas pelo arqueiro alvinegro. Gols assim fazem a diferença no clássico, não estou culpando o artilheiro, mas pedindo que treine mais finalizações em lances atacante x goleiro.

05) E que partida fez ontem o Jussani, até falhar feio no gol de empate do adversário! Por cima ou por baixo, mostrou posicionamento, garra e espírito de liderança. Pecou entregando o gol de empate aos 46 minutos, que lhe sirva de lição: quando o 4º árbitro subir a plaquinha de 3 minutos de acréscimo, não é hora de esbanjar categoria, mas de explodir a bola para o campo adversário e fechar os espaços para não sofrer pressão.


06) Ontem, no estádio, um torcedor me perguntou: “e o professor Pardal não vai colocar o Alan Mineiro não?”. Confesso que tento defender o Ceni, mas às vezes ele inventa um pouco. Igor foi uma aposta dele para o clássico, e que partidaça fez o jogador! Mas 3 zagueiros e 3 volantes era realmente necessário? Ceni precisa vencer um Clássico-Rei para marcar sua passagem pelo tricolor de aço. Felipe fez uma partida horrível, parecia descompromissado na partida, poderia não ter sido escalado.

CONSIDERAÇÕES GERAIS: Uniclinic 0x4 Fortaleza


01) Fortaleza estreou com maestria no estadual, 4×0 sobre o Uniclinic, com direito a candidato a ídolo, Gustavo, o Gustagol, que assinalou os quatro tentos do Tricolor de Aço. Como foi estreia, muitos erros ocorreram, normal, para um começo de temporada, com pré-temporada curta, sem tempo para uma preparação mais adequada de amistosos e coletivos.

02) Boeck fez duas defesas extraordinárias, em momentos em que o jogo ainda não estava decidido, ainda fez duas outras boas defesas. Zaga ainda precisa se entrosar com volantes e laterais, buracos ocorreram, devem ser corrigidos no decorrer do campeonato. Espaços vazios geraram faltas nas proximidades da área e um gol anulado do Uniclinic.

03) Alípio nem de longe foi o meia de criação do time, lento, sem inspiração, não teve uma boa estreia. Leonam e João Henrique, que entraram no decorrer da partida, deram melhor fluência ao setor, que ainda aguarda Alan Mineiro e Edinho entrarem em forma. Leonam deve mesmo ser lateral-esquerdo.

04) Tinga estreou mostrando que mesmo sem um futebol vistoso pode contribuir em muito com o setor ofensivo. Participativo, buscou jogadas de infiltração e jogadas abertas pela lateral, embora ainda discretamente. Deve ser o titular. Bruno Melo não comprometeu, mas ainda está abaixo do que se espera da ala esquerda.

05) Tirando uma falha clamorosa que quase resultou em um contra-ataque fulminante de Nicácio, Anderson Uchoa foi bem, houve alguns claros na cobertura, normais para uma estreia. Ígor mostrou bom chute de média distância, mais nada de novo. Pablo foi o operário de sempre, sem grandes arroubos e com certa dificuldade na marcação. Esse setor merece uma atenção maior de Ceni, porque o futebol ofensivo, pretendido por Ceni, precisa de recomposição ágil e eficiente.


(Foto do Jornal OPOVO, https://www.opovo.com.br/esportesimages/app/noticia_14970375377/2018/01/17/14266/gustagol.jpg )

06) Que noite do Gustagol! 4 gols e muita festa. Justiça seja feita: no momento de maior dificuldade da equipe, Uniclinic (começou pré-temporada ainda em novembro) dominando a posse da bola, foi Léo Natel o jogador que desequilibrou, abrindo jogadas pelos flancos e dando as assistências para os dois primeiros gols de Gustavo. Wesley entrou e mostrou boa disposição, mas alternou muito em campo: duas boas jogadas e dois erros que pararam ataques do time. Tem que ter mais sequência o garoto.

07) No Fortaleza é assim: time vence por 4×0 e já começam as fofocas em redes sociais e setores de imprensa: como o Corinthians foi derrotado como mandante na estreia, já se especulam que Gustavo pode voltar ao Corínthians, já que Kazim foi o mais criticado do time alvinegro paulista. Outros já falam que o São Paulo deve um jogador de base ao Bahia e que Léo Natel pode ser uma boa opção. Vamos deixar de nos boicotar, time está aí, contratos assinados, vamos nos preocupar apenas com nosso time, com nossos treinamentos, até que se diga o cotrário, o time é esse, deve vir apenas mais um atacante de área.

NOVO ELENCO: MAIOR CONFIABILIDADE?

Diego Jussani é a nona contratação do clube.

Fortaleza vem remontando seu elenco para a temporada 2018, a maioria dos jornalistas e torcida aplaudem, até agora há confiabilidade no que se vê, quando isso ocorre, torcida joga junto com o time, espera-se que se dê tempo ao tempo, para que o grupo entrose e possa representar bem a equipe tricolor.

Os goleiros são os mesmos do ano anterior, Marcelo Boeck deve manter a titularidade, Matheus Inácio e Max Walef disputam o banco de reservas. Tudo normal, Boeck foi escolhido pela imprensa o melhor goleiro de 2017 dentre os times nordestinos.

Quanto às laterais, Pablo deve deixar a função de volante e voltar a ser lateral-direito, posição em que foi o melhor de 2016 da Série B, quando atuava pelo América-MG. Bruno Melo cresceu muito e tem tudo para ser titular, mas encontrará devida sombra em Leonan, joia do Atlético-MG, considerado o melhor na posição na recente Copa do Brasil de aspirantes, moleque vem voando baixo e quer subir na vida.

Na zaga, Diego Jussani, que saiu meio queimado do Guarani-SP, tem a chance de dar a volta por cima e ser líder da zaga tricolor, tem excelente desempenho em bolas cortadas de cabeça na área e um chute portentoso, em cobranças de falta. Experiência não lhe falta. Roger Carvalho vem de contusão, mas é outra aposta em termos de experiência, deve brigar, sim, pela titularidade, veio da série A e sempre foi um jogador com boa regularidade. Os remanescentes Adalberto e Ligger devem entrar na briga, também, por titularidade, principalmente Ligger, elogiado pelo treinador Rogèrio Ceni, por ser versátil.

O setor de volantes ainda é carência no time, Felipe, que ano passado foi improvisado na lateral, deve voltar à função, Derley ainda é incógnita, pois deve cumprir suspensão por agressão à arbitragem, o certo mesmo é a titularidade de Anderson Uchôa, mantido do grupo de 2017. Um ou dois atletas ainda devem vir para o time.


Depois de longa novela e disputa com o rival Ceará, Alan Mineiro foi anunciado como reforço para o setor de criação, fez excelente Série B pelo Vila Nova e deve ganhar a titularidade em 2018 no Fortaleza. Edinho, cria do próprio clube, retorna depois de ser campeão da Série C pelo CSA, bom jogador, rápido e efetivo o jogo inteiro. disputará vaga com João Henrique, 24 anos, vindo do Criciúma, que espera ser 2018 o ano de sua carreira, quer explodir para crescer no cenário nacional. O argentino Gérman Pacheco é um misto de meia com segundo atacante, estava no Alianza Lima e tem experiência na Europa, onde chegou a ser chamado de “novo Messi”. Briga boa no setor de meia.

no ataque, Paulo Sérgio, remanescente de 2017, não deve ter muita vez, a torcida não aprovou sua temporada. Jacaré, 20 anos, e Léo Natel, também 20 anos, buscam um lugar ao sol como segundo atacante, vaga que pode ser, também, preenchida pelo experiente Gérman Pacheco. Por hora, o Fortaleza só dispõe de um atacante de área, Gustavo, o Gustagol, como é chamado. Atacante com boa passagem pelo Criciúma, em 2016, teve passagem discreta no Corínthians, na primeira divisão, foi emprestado ao Goiás e, agora, ao Fortaleza.

Ainda virão mais 4 contratações, além do aproveitamento de alguns atletas que se destacaram na base, mas o certo é que, devagar, o time vai ganhando forma e dimensão para 2018. É hora de se acreditar e comprar essa briga para o acesso no ano do Centenário. Aqui nós somos é tricolor!

Rogério Ceni no Pici: do acesso ao crescimento

Rogério Ceni é o novo técnico do leão

O ano de 2017 termina como todo tricolor gostaria: após oito longos e agonizantes anos, saímos da famigerada série C. Com isso, além da emocionante sensação de havermos saído do inferno, o clube passa a ter acesso a uma série de receitas aos quais não tinha quando estava na penúltima divisão do futebol nacional: patrocínio da Caixa Econômica Federal, cota de televisão (inexistente na série C), aumento do número de sócios, entre outras possibilidades de captação de recursos dada a visibilidade imensamente maior que a série alcançada tem.

Junto com a merecida e memorável festa, é necessário que a gestão do clube entenda que o acesso, sem dúvida uma grande e ansiada conquista, não implica necessariamente em crescimento do clube. Como exemplo, podem-se citar os dois acessos conquistados na década passada à principal série do campeonato nacional. Naquela época, o clube ganhou visibilidade, disputou a maior competição nacional, mas não aproveitou essa oportunidade para crescer como instituição autossustentável, dando nítidos sinais de que o que estava em seu horizonte era apenas o resultado em campo. Não por acaso, três anos após nossa última participação na série A, fomos rebaixados à penúltima divisão do futebol nacional e sem muitos recursos para conseguirmos sair dela. Isso significa dizer que acesso e crescimento não têm uma relação automática e que, caso não seja feito um trabalho para que uma coisa implique na outra, o Fortaleza corre risco de um dia cair de patamar novamente.

A responsabilidade fiscal é peça-chave nesse processo e a carta-renúncia de Eduardo Girão sinaliza essa preocupação, bem como a auditoria apresentada junto com ela. Atrasar salários, estourar o orçamento, apostar em contratações que já tiveram um passado glorioso, mas hoje não rendem mais, entre outras coisas, não pode mais acontecer. A palavra é profissionalização.

Ocorre que aliado a isso é preciso pensar o Fortaleza grande, numa proporção similar à de sua torcida. E os primeiros sinais que a nova gestão está dando são animadores. A vinda de Rogério Ceni – que já é o assunto que mais colocou o Fortaleza em evidência na mídia nacional em toda a sua história – indica a intenção de fazer um Fortaleza forte, em busca da vaga à série ou, pelo menos, sem correr grandes riscos de um novo rebaixamento. Foi divulgado pelo presidente que Rogério solicitou uma série de melhorias na estrutura do clube. Sabe-se também que há ações de marketing sendo pensadas, como venda de produtos, captação de patrocinadores, etc. Tudo isso “ajuda a bola a entrar” (expressão muito usada pelo nosso presidente), pois remodela o desenho do próprio clube. Mais uma vez, a história gloriosa do tricolor o coloca diante da necessidade de crescer após um tão desejado acesso. Parece que os dirigentes estão entendendo esse recado. Bora, Leão!

Parabéns, Fortaleza, 99 anos sem demonstrar cansaço!

Fortaleza, Clube de glória e tradição, quantas vezes campeão, desde 1920, data do primeiro campeonato estadual de futebol no estado, sem arrumação de tapetão, o Leão completava 2 anos de vida e conquistava seu primeiro título, tornou-se querido idolatrado pela torcida, sempre guardado dentro dos corações alencarinos.

Altivo, é o único clube do estado duas vezes vice-campeão brasileiro da primeira divisão, também único duas vezes vice-campeão da segunda divisão, sua vida sempre foi um marco, sua glória sempre foi lutar e vencer, assim está de novo em uma final de brasileiro, desta vez da terceira divisão, já com acesso garantido.

No campo, provou mesmo que não tem rival, há três anos não perde do maior rival, neste ano foram 3 partidas, duas vitórias e um empate. Sua torcida é valente, é sensacional, fez o maior e mais lindo mosaico do país, elogiado pela imprensa do mundo inteiro. Sua fibra representa o nordeste inteiro, ressurgiu das cinzas, passou de desacreditado na competição nacional para eliminar clubes teoricamente favoritos, sempre combativo, aguerrido, vibrante e forte, sem demonstrar cansaço.

Hoje, Fortaleza, você completa 99 anos, é um dia especial para todos nós, tricolores, receba um sincero abraço da torcida tão leal, meu Tricolor de Aço!

A saga do ingresso – e haja longas filas!


Pici lotado, principalmente para os mortais que sonham com um simples ingresso de meia-entrada para a decisão da série C, entre Fortaleza e CSA, sábado, 14/10. Às vezes lembro-me dos anos de série A, 2005, quando intermináveis filas em busca da sagrada meia se formavam nos poucos pontos de venda.

Essa lembrança se dá principalmente, porque, após 12 anos, ainda usamos um sistema arcaico de venda de ingressos, que não valoriza a tecnologia da internet ou a velocidade das mudanças. Serão ainda 3 dias de lamentações, de filas, mas uma verdade: entraremos em nosso centenário como agremiação desportiva sem atingir a desejada evolução no tratamento ao torcedor, como cliente que deve ser.

</

Certo que a moda hoje é sócio-torcedor, eu mesmo sou sócio-proprietário desde 2004, mas é bom se perceber que nem todos têm poder aquisitivo suficiente para pagar mensalidades por anos a fio, que parcela da torcida é formada por jovens, que estão começando sua vida profissional ou talhando o futuro em bancos de escolas ou universidades. É preciso pensar além, criar novos métodos de aquisição de ingressos, aderir à modernidade, sob pena de desestimular nossos jovens como futuros torcedores!

Final da Série C: Fortaleza x CSA

</a

01) Como diz a música do Fala Mansa, "Ha ha ha ha ha / Mas eu tô rindo à toa / Não que a vida esteja assim tão boa / Mas um sorriso ajuda a melhorar", final de semana começa a decisão do estadual, quarta-feira, dia 18, aniversário de 99 anos do clube, final de semana seguinte, Fortaleza pode conquistar o maior título brasileiro da história do futebol cearense, o mesmo Leão que já possui o melhor resultado em termos de 1ª divisão, vice-campeão duas vezes, 1960 e 1968, duas vezes vice-campeão da 2ª divisão, 2002 e 2004, agora pode ser o campeão da 3ª divisão.

02) CSA vem com toda a zaga reserva, Celsinho (lateral-direito) recebeu 3º amarelo, Raul (lateral-esquerdo) foi expulso no último jogo, Rodrigo Lobão (zagueiro) 3º amarelo e Jorge Felipe (zagueiro) contundido. Isso não quer dizer que haverá facilidade, o CSA já jogou na Série C com zaga reserva e se portou bem, é um time perigoso, bem arrumado e que complica o adversário. Fortaleza pode ter dois desfalques: Lúcio Flávio e Éverton.

03) O único título brasileiro do nosso estado é do Guarany de Sobral, campeão da 4ª divisão, se o Fortaleza vencer a Série C, terá a maior conquista do nosso futebol. Alguns me perguntam: vai comemorar título da série C? com certeza, título é título, amigo! Já li time colocando em seu site que a maior conquista do clube é um vice-campeonato da Copa do Brasil, se bem que vice não é título. Falar em melhor resultado, é diferente!

04) Sócio torcedor do Fortaleza bombando, criou-se até campanha de 2 meses adicionais, campanha copiada pelo maior rival (o que é bom é para ser copiado mesmo), espera-se que o Tricolor do Pici chegue até a série B em 2018 com pelo menos 15 mil sócios. Ninguém segura essa torcida do Leão. Para o próximo jogo, mosaico e muitas atrações estão sendo preparados.

05) Que vença o melhor: clássico nordestino da melhor qualidade com cearenses em ação: Edinho, revelado na base do Leão e Flávio Araújo são atrações do CSA. Felipe, Bruno Melo, Leandro Lima são atrações pelo Fortaleza. É hora da onça beber água, mas quem saiu fortalecida foi a região Nordeste, que mostra a sua força.