CONSIDERAÇÕES GERAIS – Fortaleza 3×1 CRB: um jogo para lavar a alma.


01) Festa da torcida, jogadores se entregando em campo, um jogo memorável em que o Fortaleza poderia até ter aplicado uma goleada histórica, 3×1 ficou barato para o CRB, que pousou de sparring para o Leão. Boeck, voltando de contusão, praticamente não trabalhou na partida.

Diego Jussani é a nona contratação do clube.

02) Diego Jussani esteve quase perfeito em campo, jogou com raça e com senso de marcação quase impecável. Uma ou outra falha de marcação, normal em qualquer partida, mas foi o zagueiro que dele se esperava. Jean Patrick entrou no time para reforçar o cinturão de marcação, bem postado no jogo de ontem, mas arriscou-se também ao ataque, inclusive marcando um golaço. Pelas laterais, Tinga se contundiu, tricolor perdeu sua força de ataque, mas foi suprida pelas subidas de Bruno Melo e Patrick. Time aos poucos vai se acertando.

03) Rogério Ceni ontem não inventou, duas substituições por contusão, sem improvisações, uma por cansaço. Manteve o mesmo estilo de jogo. Critiquei muito Ceni pelo rodízio no estadual, que impedia o time de adquirir padrão, agora elogio, por ter um time titular progredindo. Claro que substituições devem ocorrer, serão 38 jogos na Série B, mas com calma e em poucas peças por partida. Importante ter uma filosofia de jogo.

04) Antes do jogo, muita consternação e revolta com a violência no estado. Betinho foi banalmente assassinado pela falta de uma postura do sistema judiciário e executivo do estado, que vê o crescimento da violência e não tenta combatê-la, mas justificar o injustificável. Estamos à mercê da própria sorte, mas é preciso que a sociedade não se deixe atrofiar por conta da falta de políticas públicas que garantam a segurança pessoal e coletiva da população. Pêsames à famila de Betinho Studart.

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