Um sincero abraço de uma torcida tão leal

Hoje, o dia amanheceu diferente. Hoje, senti que era eu quem completava 100 anos. Senti a delícia de todas as glórias, o apoio incondicional de todos os momentos, a esperança expressa em cada decisão. Senti, Fortaleza, que definir até onde sou e até onde o que é você, porque, como já li uma vez, uma relação é uma coisa que não existe sem outra coisa. Sabe, Fortaleza, muitos acontecimentos da minha vida estão marcados por algumas das passagens da sua gloriosa história. Quando passei no vestibular, por exemplo, o marco foi ouvir pelo rádio aquele 16 de julho de 2000 com o inesquecível gol do Daniel Frasson.

Quando me mudei de cidade e estado (Belém), vi por um link precário de computador a cobrança dos pênaltis que nos levou ao inacreditável tetra de 2010. Dois dias antes de o meu filho nascer, o acesso à série B após tanto tempo na humilhação da penúltima divisão nacional.

É como se a tua cronologia, Tricolor, fossse também o meu calendário e, assim, a passagem do tempo para ti é também a marcha da minha vida. Embora você seja gigante, Leão, seria mentiroso dizer que foram só alegrias. Mas também seria igualmente desonesto dizer que os resultados eram o mais importante.

Nunca foi por resultado. Nunca foi condicionado a desempenho. Nunca foi pelo adversário. Sempre foi por você, Tricolor. Sempre foi pelo prazer de estar ali, ouvir o grito da arquibancada e dizer com muito orgulho, fossse em que série fosse, do orgulho de ser tricolor. Sempre foi amor incondicional. Que os próximos 100 anos venham com a mesma intensidade, Tricolor. Por um Leão cada vez mais combativo, aguerrido, vibrante e forte.

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